11 de agosto de 2020

As figuras de linguagem na construção do texto

As figuras de linguagem na construção do texto

Leia esta tira:


1 – Na fala do primeiro quadrinho da tira, Rato Ruter anuncia a leitura de um poema de sua autoria intitulado "Hoje é um dia feliz". Ao ouvir o título do poema, Níquel Náusea comenta: "Que ironia!". E, no 2º quadrinho, responde à pergunta do Rato Ruter: "Hoje era um dia feliz!".

a) Por que a forma verbal era, no 2º quadrinho, está grafada com destaque?


b) Qual é a relação entre a mudança feita por Níquel Náusea no título do poema e do comentário "Que ironia!", feito por ele no 1º quadrinho?

 

 

2 – A personagem Rato Ruter não entende o que Níquel Náusea quis dizer e, no 3º quadrinho, pergunta qual é o significado de ironia.

a) Nesse quadrinho, Níquel diz que está “louco de vontade de ouvir” o poema. Observe a expressão facial dele nos três últimos quadrinhos e conclua: Ele está mesmo com vontade de ouvir o poema? Justifique sua resposta.

 

b) Ao responder que ironia não quer dizer nada e em seguida dizer que está louco de vontade de ouvir o poema, Níquel Náusea usa a figura de linguagem chamada ironia. Justifique esta afirmativa.

 

c) O que a tira deixa claro quanto ao processo de construção da figura de linguagem chamada ironia?

 

 

3 – Segundo consta no site da personagem Níquel Nausea, Rato Ruter é “um rato mutante que tem o peso de um gato gordo, a capacidade digestiva de um tanque de ácido sulfúrico e o temperamento de uma motosserra desgovernada”. Com base nessa descrição, levante hipóteses: Por que Níquel afirma, no final, que está interessado em ouvir o poema de Rato Ruter?



CEREJA, Willian Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens, 8º ano - 9 ed. reform. - São Paulo: Saraiva, 2015.

19 de junho de 2013

As quatro estações

A primeira estação
O verão que não é não
A primeira estação
É o outono, que emoção

A segunda estação
A primavera também não é não
A segunda estação
O inerno, que friozão

A terceira estação
O verão também não é não
A terceira estação
É a primavera, com flores de montão

A quarta e última estação
Não tem mais para dizer não
A quarta estação
É o verão, que é quentão

(Carlos Daniel - aluno do 6º ano - 2013
Escola Municipal Nova Nazaré)

25 de outubro de 2012

Amizade

Não consigo imaginar
Que vamos crescer
E nunca mais nos ver
Às vezes paro para imaginar
Para que a amizade
Para que crescer
Para que viver
Se vamos morrer

Mas, eu percebo
A amizade existe
Para que nossa vida
Seja melhor, alegre e divertida
Crescer é uma fase da nossa vida
Que mais cedo
Ou mais tarde
Precisamos encarar
E viver, agora, para mim
É ter alguém como você do lado

(Rayres - aluna do 6º ano - 2012
Escola Municipal Nova Nazaré)

8 de agosto de 2012

Figuras de linguagem




      Quando a personagem da tirinha disse que "Elis Regina está morrendo de inveja", vemos que não se referiu à morte, apenas exagerou propositalmente, ou seja, Elis Regina estava com muita inveja. Esse uso figurado da linguagem chama-se hipérbole. Entretanto, o que conferiu maior humor foi a ironia, outra figura de linguagem presente no último quadrinho. Ao contrário do que entendeu a personagem cantora, seu interlocutor não elogiou, fez uma crítica ao dizer que "Elis Regina está morrendo de inveja".
     São várias as figuras de linguagem, vejamos algumas.
     Catacrese: Inside no uso impróprio de uma palavra por falta de outra, desvia uma palavra do seu sentido próprio para dar nome a alguma coisa que necessita de denominação por não possuir uma própria. É considerada uma forma de metáfora, pois basea-se na semelhança de forma ou função de seres, mas que tornou-se de uso corriqueiro.
     A perna da mesa está estragada.
     Embarcarei naquele avião gigantesco.
    
     Comparação: Estabelece um paralelo entre dois significados, uma equivalência, com intuito de realçar uma semelhança.
      Você é bela como uma flor.
      Meu pai ficou bravo como um leão quando viu minhas notas.

     Metáfora: É uma forma de comparação, mas sem elementos de ligação (como, tão/quanto). Atribui características que não cabem logicamente. Baseia-se numa associação de ideias subjetivas.
       Você é uma flor.
       Meu pai virou um leão quando viu minhas notas.

     Metonímia: Consiste em substituir uma palavra por outra, mantendo uma relação lógica de significado entre as palavras. Realiza-se, por exemplo, destes modos:
a) Autor pela obra: Laura gosta de ler Rubem Alves.
b) Conteúdo pelo continente, ou o contrário: Bebi dois copos.
c) Efeito pela causa, ou o contrário: Bebeu a morte.
d) Inventor pelo invento: Marta comprou um Ford.
e) Parte pelo todo, ou o contrário: Leandro comprou três cabeças de gado.
f) Lugar pelo produto feito no lugar: Em nosso aniversário, bebemos um porto.

     Personificação ou prosopopeia: É a atribuição de ações, características ou sentimentos humanos a seres inanimados.
     Com esta chuva as plantas ficaram felizes.
     "O tempo passou na janela e só Carolina não viu"
    

6 de agosto de 2012

Figuras de linguagem ou figuras de estilo?


     Alguns autores usam o termo figuras de estilo, entretanto sugerimos figuras de linguagem, pois tem o mesmo significado e é uma expressão mais comum no Brasil.

     As figuras de linguagem são definidas como desvios das formas gerais da linguagem, recursos que consitem em apresentar uma ideia através de palavras ou construções incomuns. Portanto, consistem em táticas que podem ser usadas para conseguir maior expressividade ou um efeito determinado na interpretação. Observe alguns exemplos:
Ele é um macaco. (metáfora)
Você é bela como uma flor. (comparação)
Morri de rir. (hipébole)
O pé da cadeira está quebrado. (catacrese)

     As figuras de linguagem são usadas não apenas em textos literários, podem aparecer no cotidiano das pessoas, na propaganda, na imprensa, na música...



17 de junho de 2012

Par perfeito

Para ser um par perfeito
Ah! Tem que ser
Realista, humilde e legal. Nem sempre

Precisa ser bonito. Pode ser
Exrovertido
RSRS
Foi assim que encontrei o meu
Extrovertido e
Inteligente
Tem alguns defeitos, mas...
Olha! Ninguém é perfeito

(Luara - aluna do 8º ano - 2012
Escola Municipal Nova Nazaré)

Amor insquecível

Amor não é uma coisa
Muito fácil de lidar
O amor é um sentimento
Rigoroso, dificil  de apagar

Impossível esquecer um amor
Nunca ignore a pessoa que o ama
E, sim, traga-a mais perto de você
Seja a pessoa mais
Querida, uma pessoa
Única, uma pessoa
Especial, que dá
Carinho, uma pessoa
Importante
Viva o amor, pois quem vive
E quem ama é feliz
Lembre-se do amor inesquecível

(Lara - aluna do 8º ano - 2012
Escola Municipal Nova Nazaré)

16 de junho de 2012

CARRO

Capitão
Anda de carro
Rico, mas
Rígido com
Os empregados

(Adriano - Aluno do 8º ano B - 2012
Escola Municipal Nova Nazaré)

26 de maio de 2012

Mulheres

Muitas elegantes e bonitas
Uma beleza natural
Loiras, morenas, riuvas...
Hoje encontrei uma mulher
Especial, muito diferente
Realmente ela é
Elegante, carinhosa, bonita,
Sensível e bem inteligente

(Arthur - aluno do 8º ano - 2012
Escola Municipal Nova Nazaré)

Henrique

Humor
Elefante
Nunca
Ri
Igual
Quero
Urso
Engraçado

(Carlos Henrique - aluno do 8º ano - 2012
Escola Municipal Nova Nazaré)

23 de março de 2012

Substantivo: conceito e classificação

Substantivo é a palavra dá nome a tudo que existe ou imaginamos, portanto, podemos afirmar que é a palavra que nomeia os seres em geral e as qualidades, ações ou estados que se relacionam a eles.
Exemplos: América do Sul, Brasília, pessoa, José, cadeira, artista, beleza, mergulho e felicidade.
Observação: É considerado substantivo qualquer palavra que puder ser precedida de artigo, pronome possessivo, demonstrativo ou indefinido.

Classificação do substantivo
Por causa da grande variedade de coisas que nomeia e das diferentes maneiras pelas quais ele se forma, é preciso classificar os diferentes tipos de substantivos: próprio, comum, simples, composto, primitivo, derivado, concreto, abstrato e coletivo.

Próprio e comum
· Próprio: indica um só ser de uma mesma espécie, ou seja, denominam um elemento particular de uma espécie.
Ex.: Paulo, Nova Nazaré, Mato Grosso e Brasil.
Os substantivos próprios devem ser grafados com inicial maiúscula.
· Comum: indica todos os seres de uma mesma espécie, qualquer ser de uma espécie.
Ex.: homem, cidade, estado e país.

Simples e composto
· Simples: é formado por apenas uma palavra.
Ex.: batata, doce, flor e couve.

· Composto: é formado por duas ou mais palavras.
Ex.: batata-doce, couve-flor, girassol e pé-de-moleque.


Primitivo e derivado
· Primitivo: não deriva de outra palavra, ao contrário, pode dar origem a outra palavra.
Ex.: árvore, escada, ferro, piano e barba.
· Derivado: deriva de outra palavra, ou seja, é formado a partir de outra palavra.
Ex.: arvoredo, escadaria, ferreiro, ferradura, ferramenta, pianista, barbeiro e barbearia.

Concreto e abstrato
· Concreto: indica um ser de existência independente, portanto, podemos dizer que designa o ser propriamente dito, que tem existência própria, seja ele visível ou invisível, real ou imaginário, material ou espiritual.
Ex.: terra, ar, relógio, fada, casa e Deus.
· Abstrato: indica um ser de existência dependente, ou seja, designa coisas que só existem em outro ser, que são concebidas pela nossa consciência, podendo exprimir ação, sensação, estado ou qualidade dos seres.
 Ex.: alegria, amor, ódio, mentira, justiça e verdade.

Observação: Como Sacconi muito bem explica, substantivo concreto não é “aquele que a gente pode pegar”, como muita gente pensa. Por exemplo, ar é substantivo concreto e ninguém consegue pegar. Ar é um substantivo concreto, porque não depende de nós para existir, portanto sua existência é independente. Já amor é substantivo abstrato, pois é um ser dependente de nós para existir, se não existíssemos, não existiria amor. Lembre-se que o substantivo abstrato pode exprimir ação, sensação, estado ou qualidade dos seres.


Coletivo
· Coletivo: é o substantivo que, no singular, indica uma porção de seres da mesma espécie.
Ex.: cardume, fauna, cacho, réstia e colmeia.   


REFERÊNCIAS
SACCONI, Luiz Antonio. Novíssima Gramática Ilustrada Sacconi.  São Paulo: Nova Geração, 2008.
OLIVEIRA, Gabriela Rodella; RODRIGUES, Flávio Nigro; CAMPOS, João Rocha. Português: A arte da palavra. 1 ed., São Paulo: AJS, 2009.  

13 de fevereiro de 2012

Foi amor

Ah... foi amor!
Foi desejo
Com sabor...

Foi amor proibido...
Foi amor bandido!
Foi vontade de te amar...

Foi amor animal
Com toque de malícia
Foi desejo fatal!

Foi amor de inverno
Mas que chegou no verão.
Foi desejo sem fim
Que ficou gardado
No coração...

Foi amor de loucuras...
Em um toque de curvas
Que chegou me beijando
Terminou te amando.

Ah... esse amor!
Foi embora e não voltou...
Dizendo adeus ele levou
Meu coração embrulhado
Numa caixinha de
Sapato!!!

(Franciely Beatris - aluna do 9º ano - 2012
Escola Municipal Nova Nazaré)

9 de novembro de 2011

Anita Malfatti - Programa Traçando Arte



Vamos assistir a mais um vídeo do programa Traçando Arte?
Jean Pierre e Trácio apresentam outro expoente modernista: Anita Maltati.

Assista ao vídeo: Anita Malfatti

3 de novembro de 2011

A diferença entre publicidade e propaganda

A diferença entre publicidade e propaganda.


A confusão entre os termos publicidade e propaganda, no Brasil, se originou quando as primeiras traduções foram feitas. Entenderam “advertising” como propaganda, logo quando alguém fazia a tradução de um livro ou artigo, os conceitos dos autores sobre o que é “advertising” eram convertidos e traduzidos como sendo os conceitos de propaganda. Na realidade, o termo propaganda vem de seu homônimo em latim “propaganda”, que significa semear idéias e ideais de cunho político, cívico ou religioso. A propaganda tem caráter ideológico e tem como objetivo fazer adeptos, seguidores e converter opiniões. Na América do Norte, muitas vezes o termo “propaganda” é entendido como pejorativo, como uma espécie de lavagem cerebral e sempre com fins políticos, cívicos ou religiosos (Veja um pouco da: História da propaganda).

Já o termo publicidade foi, e por muitas vezes ainda é, confundido com os esforços de relações públicas em gerar mídia espontânea e gratuita. Na realidade, o termo publicidade pode ser entendido de maneira genérica como o ato de tornar público e mais especificamente como “advertising”, ou seja, uma ferramenta de comunicação e marketing que tem como função e fim promover, utilizando os meios de comunicação nos espaços publicitários. Ou melhor, a ferramenta que utilizando os meios de comunicação e os espaços publicitários, com patrocinador identificado, tem como fim seduzir e tornar público, levando o consumidor à compra de determinado produto ou serviço. Podemos dizer que, enquanto a propaganda tem cunho político, cívico ou religioso, a publicidade tem cunho comercial.

A comunicação comercial é chamada pelos americanos de advertising, pelos franceses de publicité, pelos espanhóis de publicidad, pelos italianos de publicità e todos esses entendem o termo propaganda como comunicação política, cívica ou religiosa. O Brasil é um dos poucos países em que ainda confundem os termos, e isso acaba sendo perpetuado pelas traduções feitas de maneira equivocada. Canso de ver as definições, de "Kotler" e outros renomados autores internacionais para advertising, sendo traduzidas como a definição dos mesmos para o termo propaganda. Depois para explicar o termo publicidade confundem as definições de publicidade com os esforços de relações públicas em gerar mídia espontânea.



Para facilitar o entendimento da real diferenciação dos termos, vejamos o exemplo:

- O governo Brasileiro faz uma campanha na TV para divulgar e promover a idéia da utilização de preservativos no combate a AIDS. Isso é propaganda. Se nessa mesma campanha fosse divulgada alguma marca de fabricante de preservativos, isso seria publicidade.



Para finalizar:

Podemos, portanto entender que: Enquanto a publicidade é paga pelo fabricante ou distribuidor e em última instância pelo consumidor final do produto, proporcionalmente ao seu consumo. A propaganda é paga pelo cidadão, membro ou fiel seguidor da instituição (Governo, Igreja ou Partido político) que a financia e não proporcionalmente ao seu consumo. E até os esforços de relações públicas e patrocínio são sempre pagos de uma forma ou outra.


Mais uma confusão:

A utilização errônea de termos pelo mercado, há pouco tempo causou mais uma confusão: A inserção mecânica feita na parte editorial dos veículos de comunicação (tie-in), de tanto ser chamada erroneamente de merchandising (ação no ponto de venda), acabou por cunhar o termo “merchandising editorial”. Portanto, agora quando vemos em uma novela, por exemplo, um personagem utilizando um produto com marca identificada e promovendo esse, estamos diante de uma inserção mecânica chamada de “merchandising editorial” e não de publicidade, entendida de maneira mais restrita. Pois, enquanto a publicidade utiliza os espaços publicitários dos veículos, o merchandising editorial é inserido na parte editorial, mas todos os dois devem ter o anunciante identificado.


Autor: Dennys Monteiro
Texto disponível em: http://www.rg9.org/propagare.php

27 de outubro de 2011

4.3b Mudanças na prática pedagógica


Nos dias atuais, vivemos em um cenário de evoluções e isso requer da escola uma nova postura, pois são exigidas novas habilidades e competências.
Até pouco tempo, havia uma concepção de que para exercer algumas profissões era desnecessário estudar, por exemplo, para trabalhar na “roça”. Entretanto, agora é impossível dizer tal coisa, a tecnologia está muito presente em nosso meio, incluindo o rural, e requer qualificação, tanto para trabalhar com equipamentos, quanto para lidar com as situações que vão surgindo. Ao profissional da educação também surgiram novas exigências. Para ser professor bastava ter concluído o curso profissionalizante “Magistério”. Atualmente, nem licenciatura ou especialização são suficientes. Precisamos estar constantemente em formação e utilizar a tecnologia para transformar nossa prática pedagógica.
O curso “Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TICs”, ofertado pelo MEC, através do ProInfo Integrado, é um exemplo de capacitação que busca dar suporte ao professor. Enquanto cursista, posso afirmar que contribuiu bastante para compreensão da importância de se usar as TICs para melhorar a qualidade do ensino, sendo que o maior mérito não é da tecnologia, mas sim do uso que se faz dela. Ficou claro que o currículo deve abarcar os diferentes espaços de produção de conhecimento, portanto deve ser construído por meio do desenvolvimento de projetos com uso de tecnologias.
O curso nos fez refletir muito sobre nossa prática pedagógica e a necessidade de mudança. Não basta dizermos que fazemos parte da geração tecnológica e continuarmos com a mesma prática, usando a tecnologia apenas como nova roupagem para o ensino tradicional. Fazemos parte de uma nova geração, que ensina e aprende de maneira diferente, assim sendo pretendo participar de mais cursos que auxiliem planejar estratégias e colocá-las em prática, pois ainda há muito que mudar.
A criação do blog foi uma ótima atividade sugerida. Foi prática e não apenas teoria. Aprendi muito com ela, mas senti falta de visitas e comentários, tanto no blog, quanto em relação aos questionamentos e atividades. Penso que, no decorrer de todas as atividades, poderíamos ter crescido ainda mais se tivéssemos maior acompanhamento, sendo evidenciados os aspectos mais relevantes. Enquanto cursista, assumo o papel de aluna e ao mesmo tempo sou professora. Isso é maravilhoso!
Tendo em vista as discussões sobre tecnologia, penso que a plataforma deixou a desejar, algumas coisas não funcionaram bem, como a biblioteca, que deveria exibir um acervo. Sei que solicita-se comentários sobre a mudança em nossa prática pedagógica, mas não há como deixar de abordar outros aspectos que interferiram em nossa formação. Sendo assim, acrescento ainda os cursos de licenciatura a esta lista, pois também devem dar suporte teórico e, principalmente, prático. Quantos desses cursos têm em seu currículo tal preocupação?
Reflito e vejo que, com a participação no curso “Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TICs”, houve mudanças em minha prática pedagógica, que ela está em transformação, um constante “vir-a-ser”.

4.3 Conceito de currículo e o processo de integração às tecnologias


Ao mencionar currículo, muitas vezes, imagina-se uma lista de conteúdos a serem trabalhados com o aluno, todavia, não podemos nos limitar a tal concepção. Devemos ir além de “o que trabalhar”. O currículo abrange tanto o conhecimento sistematizado quanto o conhecimento que o aluno traz de seu cotidiano. Diante disso, podemos questionar quais as contribuições das tecnologias ao desenvolvimento do currículo.
 O grande diferencial está no uso que fazemos das tecnologias, pois podemos revolucionar a educação ou apenas dar nova roupagem ao ensino tradicional. É preciso nos preparar melhor para efetivamente aproveitarmos as tecnologias na educação. O professor tem de ler e pesquisar mais, conhecer as tecnologias, trocar experiências e aprender, inclusive, com seus próprios alunos.
Pedro Demo, conceituado professor da UnB, ao discutir os desafios da linguagem do século XXI para a aprendizagem na escola, afirma:

A escola está distante dos desafios do século XX. O fato é que quando as crianças de hoje forem para o mercado, elas terão de usar computadores, e a escola não usa. Algumas crianças têm acesso à tecnologia e se desenvolvem de uma maneira diferente - gostam menos ainda da escola porque acham que aprendem melhor na internet. As novas alfabetizações estão entrando em cena, e o Brasil não está dando muita importância a isso – estamos encalhados no processo do ler, escrever e contar. Na escola, a criança escreve porque tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo. A linguagem do século XXI – tecnologia, internet – permite uma forma de aprendizado diferente. As próprias crianças trocam informações entre si, e a escola está longe disso.

Infelizmente, tal discussão ainda é a nossa realidade. Nossas escolas têm pouca infra-estrutura tecnológica e a maioria de nós, professores, ainda não está preparada para trabalhar a partir de projetos, enfatizando a construção do conhecimento e usando as contribuições das tecnologias. É preciso nos preparar e colocarmos em prática. Ao citar Costa, Almeida e Prado (2011) destacam o ponto crucial “a questão determinante não é a tecnologia, mas a forma de encarar essa mesma tecnologia”.
Almeida e Prado (2011) enfatizam a importância da integração entre tecnologias e currículo e afirmam que “se estabelece numa ótica de transformação da escola e da sala de aula em um espaço de experiência, de ensino e de aprendizagem ativa, de formação de cidadãos e de vivência democrática, ampliado pela presença das tecnologias”.
A integração entre tecnologia e currículo, pode se tornar efetiva a partir do momento que tivermos como foco a aprendizagem do aluno, considerando sua realidade e seus interesses. Portanto, para desenvolver projetos no âmbito do currículo, faz-se necessário partir dos conhecimentos, competências e habilidades dos alunos. Para tanto, é necessário que o uso das tecnologias seja feito integrado com um projeto para desenvolver a capacidade de pensar e aprender.
Com a contribuição das tecnologias, é possível instigar os alunos, e os próprios professores, a pensar, questionar e criar. Elas podem contribuir para tornar a educação mais prazerosa e eficiente.


Referências
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; PRADO, Maria Elisabette Brisola. Desafios e possibilidades da integração de tecnologias ao currículo. Disponível em: <http://www.eproinfo.mec.gov.br/webfolio/ Mod83213/Desafios_e_possibilidades.pdf> Acesso 24 out. 2011

DEMO, Pedro. Pedro Demo aborda os desafios da linguagem no século XXI. Disponível em: <http://www.eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mod83213/cpweb1.html> Acesso em 23 out. 2011

26 de outubro de 2011

4.2 Possibilidades de contribuições das tecnologias

                     É consenso que as TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação) podem contribuir para a melhoria da educação, que pode interligar o aluno ao mundo do conhecimento, mas ainda falta infra-estrutura e maior preparo profissional.
Em nossas escolas é comum a falta de tecnologias (e/ou equipamentos). Em muitos casos, encontramos aparelhamentos obsoletos ou que não funcionam. Os recursos tecnológicos podem auxiliar na revolução da educação, no entanto, os gestores têm de buscar meios para que tais recursos sejam disponibilizados na escola, pois essas tecnologias são necessárias para o aprimoramento da educação.
Dentre as principais contribuições das TICs, citamos: criação de uma nova cultura educacional, potencialização da construção de redes de conhecimento e comunicação e interação social, integrada a outros espaços de produção do conhecimento. Com a integração de algumas TICs em minha prática pedagógica, é possível, por exemplo, incentivar a pesquisa, construção do conhecimento e produção escrita. Posso usar TICs como livros diversos, revistas, jornais, internet e vídeos. Mas a prática pedagógica é que fará a diferença, sendo necessário ir além da oferta e uso de tecnologias na escola.
As TICs auxiliarão a partir do momento que auxiliar no desenvolvimento e aprendizagem do aluno. Precisamos trabalhar de forma que o aluno tenha acesso a informações e seja capaz de atribuir significados e construir o conhecimento. Se soubermos aproveitar, as tecnologias possibilitam maior interesse do aluno pelo estudo e construção do conhecimento. Faz com que pesquise, leia, escreva, pense, questione, crie... Aliás, isso se aplica também a nós, professores.
Diante disso, não podemos continuar sendo os mesmos, precisamos transformar nossa prática e, para tanto, é fundamental termos disponibilidade para mudar e suporte necessário, capacitação e infra-estrutura.    

15 de outubro de 2011

3.2 Projeto de aula - Crônica e conto

AUTORA: Alessandra Marques Steffenon

ESTRUTURA CURRICULAR:
·  Modalidade/Nível de ensino: Ensino fundamental Final – 9º ano;
·  Componente curricular: Língua Portuguesa;
·  Tema: Análise lingüística: modos de organização dos discursos


DADOS DA AULA
O QUE O ALUNO PODERÁ APRENDER COM ESTA AULA:
·  Estudar as características da crônica e diferenciá-la do conto;
·   Comparar os gêneros crônica e conto;
·  Identificar semelhanças e diferenças nesses dois gêneros narrativos;
·  Reconhecer os elementos básicos da estrutura narrativa presentes na crônica e no conto;
·  Ouvir, ler e analisar crônicas;
·  Produzir crônica.



DURAÇÃO DAS ATIVIDADES
Oito aulas de 55 minutos.

CONHECIMENTOS PRÉVIOS:
·  Elementos básicos da estrutura da narrativa;
·  Interpretação de textos.

ESTRATÉGIAS E RECURSOS DA AULA:
·  Utilização de livro didático e livros de crônicas e contos;
·  Leitura de crônicas realizada pela professora e pelos alunos;
·  Audição de crônicas em aparelho de som;
·  Pesquisas na sala de informática e na biblioteca;
·  Estudo de textos (imagem e escritos);
·  Brincadeira “Prancha pirata”;
·  Produção de texto.

PASSOS PARA O DESENVOLVIMENTO
aLevar para sala livros de crônicas, em quantidade suficiente para o número de alunos da turma, com intuito de incentivá-los a iniciar a leitura na escola e levar o livro para continuar em casa. Tais livros podem ser buscados na biblioteca. Sugerimos a coleção da série “Para Gostar de Ler”. É importante que o livro contenha várias crônicas, assim o aluno terá mais opções de leitura e maior possibilidade de envolver-se.

aIniciar a aula lendo para os alunos a crônica “A velha contrabandista”, de Stanislaw Ponte Preta. A narrativa curta e humorística desperta o interesse.

A Velha Contrabandista
Stanislaw Ponte Preta

       Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
       Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
       - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
       A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
       - É areia!
       Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
       Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
        Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
        - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
       - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.


aDisponibilizar os livros de crônica para os alunos lerem algumas em sala e incentivá-los a levar para ler mais em casa e no decorrer dos dias trocar os livros.

aPropor uma charge de Angeli para ser debatida.




aEstudar a notícia de jornal “Gabarito seria transmitido por mensagens de texto” (Folha de S. Paulo. 30 jan. 2006. Cotidiano) e da crônica “Torpedos”, de Moacyr Scliar (Folha de S. Paulo. 20 fev. 2006).
Levar os alunos a perceberem que um é fato verdadeiro, noticiado em jornal, e o outro, também publicado em um jornal, é ficcional, mas com base em um fato real, do cotidiano.

aDiscutir sobre a relação entre o jornalismo e a literatura, usando o livro didático “Português: A arte da palavra. 9º ano. Editora: AJS”.

aRealizar momento de leitura, em alguns momentos na biblioteca escolar e em outros a partir da troca de livros entre os alunos, que deverão fazer um breve comentário sobre o que leu, para que os colegas se interessem e também busquem ler.

aEstudar o texto “O nascimento da crônica”, de Machado de Assis.
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044

aRealizar brincadeira “Prancha pirata”. Esta é a apenas a primeira etapa da brincadeira, que está dividida em três.
·  Material: Uma ripa (com aproximadamente 4 metros de comprimento), um livro e um cronômetro.
·  Desenvolvimento: A ripa será usada como a prancha pirata. Conforme a idade da turma, pode ser escolhida uma ripa que manque ou colocar uma tampinha metálica de garrafa com intuito de possibilitar que a prancha balance para os lados, aumentando, assim, o grau de dificuldade da prova. Fazer uma marca na prancha (a um metro do início), onde será deixado o livro. Para escolha do livro deve-se levar em consideração o gênero textual trabalhado com a turma, por exemplo, narrativas de aventura, crônicas o poemas, em nosso caso, devemos usar livro de crônicas. Dividir a turma em dois grupos. Cada participante deve iniciar o trajeto, pegar o livro, percorrer até o fim, voltar e deixá-lo no local marcado. Aquele que cair da prancha, apoiar-se com as mãos na prancha ou apoiar-se no chão, deverá reiniciar o trajeto. Vence o grupo que fizer o trajeto totalizando menor tempo, mas também devem ser destacados os progressos relacionados à psicomotricidade e ao trabalho em equipe.
·  Objetivo: Desenvolver habilidades psicomotoras, cooperação e contato com o livro.

aConvidar um aluno para ler “A última crônica”, de Fernando Sabino. Em seguida, ouví-la no CD das Olimpíadas de Português, disponibilizado pelo MEC. Explorar o título e questionamentos.

aDiscutir acerca da cronologia da crônica, usando o livro didático “Português: A arte da palavra. 9º ano. Editora: AJS”.

aRealizar brincadeira “Prancha pirata – em grupo”.
O que diferencia esta etapa da brincadeira é: Dividir a turma em dois grupos. Todos os componentes do grupo deverão passar pela prancha de mãos dadas. O primeiro da fila pega o livro e os demais o acompanham até todos saírem da prancha. Em seguida, passa o livro para o componente que saiu por último da prancha, pois esse será o primeiro a percorrer o trajeto de volta.  Quando ele chegar à marca, deixará o livro e todos os componentes do grupo deverão passar sem pisar o livro. Caso algum componente caia da prancha, apóie-se com as mãos na prancha, apóie-se no chão ou pise o livro, todo o grupo deverá reiniciar o trajeto. Vence o grupo que fizer o trajeto em menor tempo, mas também devem ser destacados os progressos relacionados à psicomotricidade e ao trabalho em equipe.

aEstudar o texto “A minha glória literária”, de Rubem Braga.

aPesquisar, em grupo e acompanhados pelo professor, sobre as características da crônica (usar a internet e, se possível, a biblioteca). Deixar que os grupos escolham os artigos a serem lidos na internet, contudo instigar a buscarem mais informações, principalmente quando o artigo tiver pouca informação. Sugerir um sobre a crônica e conto. Os alunos foram convidados a visitarem blogs e a observarem crônicas, atividade extraclasse. 

aProduzir o primeiro parágrafo de uma crônica.

aRealizar brincadeira “Prancha pirata – lendo”
A atividade consiste na terceira etapa da Prancha pirata. Dividir a turma em dois grupos. O primeiro participante do grupo pegará o livro e iniciará a leitura do texto selecionado. Os demais prosseguirão de onde o anterior tiver parado, sendo que apenas o último deverá deixar o livro na prancha, pois ao passar o livro para o colega terão de indicar onde pararam a leitura. Pegar o livro ao iniciar o trajeto e iniciar/continuar a leitura. Em seguida, percorrer a prancha até o fim, voltar e entregar o livro para o colega. Aquele que cair da prancha, apoiar-se com as mãos na prancha ou apoiar-se no chão, deverá reiniciar o trajeto. O grupo adversário deverá comentar o que foi lido, caso não consiga, o grupo que fez o trajeto comenta e recebe a pontuação. Vence o grupo que totalizar maior pontuação, contará tanto o trajeto em menor tempo, quanto o comentário do texto lido. Também devem ser destacados os progressos relacionados à psicomotricidade e ao trabalho em equipe, portanto, acrescentar-se-á uma bonificação referente a tal aspecto.

aEstudar parte do texto “O homem nu”, de Fernando Sabino (introdução e desenvolvimento).

aProduzir uma continuação para o texto. Após leitura das produções, apresentar o final produzido por Fernando Sabino e fazer comparação.

aRealizar momento de leitura.

aRetomar as características da crônica e debater com base nas pesquisas e nos estudos realizados em sala.

aRealizar pesquisa sobre as características da crônica e do conto. Sugerir, também, a leitura do texto “A crônica e o conto”, disponibilizado no blogprofessoraalessandra.blogspot.com.
http://blogprofessoraalessandra.blogspot.com/2011/06/cronica-e-o-conto.html

aRealizar momento de leitura, incluindo contos e comparando-os com as crônicas lidas, de forma a abordar semelhanças e diferenças.

aProduzir crônicas. Quando necessário, reescrevê-las a partir das orientações do professor.

aApresentar as crônicas para a turma e expô-las na escola.

13 de outubro de 2011

3.1 - Mídias digitais e educação

       O mundo está cada vez mais repleto de tecnologia, entretanto nem sempre temos acesso a ela ou não a aproveitamos como deveríamos.
       A escola faz bastante uso de tecnologias, contudo a realidade que vivemos, em nosso município e em quase todo o país, ainda está muito longe de ser a ideal. Falta acesso a algumas tecnologias e, em grande parte, falta usarmos melhor as que temos acesso. O livro didático, por exemplo, é uma tecnologia, mas não basta para prendermos a atenção de nossos alunos. Pensem o quanto a televisão e o computador atraem, como mídias digitais, são mais dinâmicos e ricos em recursos. Além de tal benefício, os meios digitais permitem que tenhamos acesso a ainda mais conhecimento.
       Saber como usar as mídias pedagogicamente é uma questão que deve ser bastante discutida, pois não basta a escolha da tecnologia, a intencionalidade pedagógica e a disponibilidade das mídias para desenvolvermos um bom trabalho. Temos acesso a várias mídias educacionais e como afirma Prado (2009), no artigo “Integração de mídias e a reconstrução da prática pedagógica”:

[...] Diante deste novo cenário educacional, surge uma nova demanda para o professor: saber como usar pedagogicamente as mídias. Com isso, o professor que, confortavelmente, desenvolvia sua ação pedagógica tal como havia sido preparado durante a sua vida acadêmica e em sua experiência em sala de aula, se vê frente a uma situação que implica novas aprendizagens e mudanças na prática pedagógica

       Conforme o próprio título do artigo de Prado referencia, a integração de mídias requer a reconstrução da prática pedagógica e como bem nos lembra Dussel (2010):
 
As novas mídias digitais têm uma característica que também propõe um contraponto com o modo escolar, especialmente a partir da permissibilidade de que possa ser gerado conteúdo por parte dos usuários, por mídia de tecnologias que permitem “fazer por conta própria”. 

       Ao usarmos várias das mídias digitais, podemos escolher caminhos e conteúdos, podemos interagir, podemos criar, podemos!... Na educação escolarizada, também podemos a partir das mídias digitais. Faz-se necessário irmos além usá-las como recurso didático para apresentação de determinado conteúdo. É fundamental aprendermos e ensinarmos aos nossos alunos como absorver e usar o que tais mídias oferecem de bom, como informação, conhecimento e lazer, de forma a não usá-las apenas com banalidades.
       Além disso, ressaltamos que podemos encontrar nas mídias digitais uma forma divertida de aprender, ou seja, podemos aprender brincando (lembre-se que essa não é a única forma de aprender brincando). Ao visitarmos, por exemplo, a Cambitolândia – no site do Cambito – podemos falar em justiça social, educação, jogos, brinquedos, arte, saúde, ecologia etc. Há muito mais disponível a partir das mídias digitais e é possível usá-las a favor da educação. 

REFERÊNCIAS
CAMBITOLÂNDIA, Disponível em <http://www.cambito.com.br> Acesso em: 03/10/11.

DUSSEL, Inês. A escola e as nova mídias digitais. Disponível em <http://www.sangari.com/midias/pdfs/dussel_port_01.pdf> Acesso em: 24/09/11.

PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Integração de mídias e a reconstrução da prática pedagógica. Disponível em <http://midiasnaeducacao-joanirse.blogspot.com/ 2009/02/integracao-de-tecnologias-com-as-midias.html> Acesso em: 24/09/11.